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PETSA 2026: 5 tendências do mercado pet que devem chegar primeiro à rotina dos cães

PETSA 2026: 5 tendências do mercado pet que devem chegar primeiro à rotina dos cães

Fernanda Rocha
Fernanda Rocha
· 4 min de leitura

Em resumo

O que a maior feira pet do Brasil revela sobre o futuro do seu cachorro? Cinco tendências que já estão saindo dos estandes e entrando na sua casa.

Se você acha que feira pet é só lugar de roupinha fofa e petisco caro, a PETSA 2026 vai te surpreender. O que se vê nos corredores de São Paulo este ano já não é mais sobre mimar o cachorro. É sobre entender o cachorro. E as tendências que estão chamando atenção têm uma coisa em comum: elas vão chegar na rotina da sua casa antes do que você imagina.

1. Alimentação de precisão: o fim da ração única para todos

Os estandes de nutrição deste ano não falam mais em “superpremium” como se isso bastasse. O discurso mudou para alimentação por perfil: idade, porte, nível de atividade, sensibilidade digestiva, estado reprodutivo. Marcas apresentam fórmulas modulares em que o tutor monta a dieta do cão quase como um prato personalizado.

O Instituto Pet Brasil projeta que o segmento de pet food funcional no Brasil cresça acima de 12% ao ano até 2028. Isso significa que, em pouco tempo, comprar ração vai exigir saber mais sobre o seu doguinho do que sobre a marca da embalagem.

2. Bem-estar emocional virou categoria de verdade

Enriquecimento ambiental, brinquedos com recompensa, esteiras de cheiro, quebra-cabeças caninos. A PETSA 2026 tem corredores inteiros dedicados a produtos que prometem ocupar a cabeça do cão, não só gastar energia. O motivo é claro: tutores brasileiros estão percebendo que cão entediado destrói móvel, e cão estimulado descansa melhor.

Pesquisas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, com mais de 13 mil cães, mostraram que falta de atividade mental está associada a comportamentos de ansiedade e medo. O mercado está respondendo com produtos que transformam rotina em desafio cognitivo.

3. Saúde preventiva conectada

Coleiras, caminhas e comedouros que monitoram sono, frequência cardíaca e padrão de ingestão já não são ficção. Na PETSA, várias startups brasileiras apresentam dispositivos que enviam dados para o celular do tutor e para o veterinário. O focque não é substituir o veterinário, mas dar a ele mais informação entre consultas.

A novidade este ano é a integração: em vez de app isolado, as plataformas começam a conversar com clínicas. O cão do futuro vai ter prontuário digital atualizado em tempo real, e o tutor brasileiro médio provavelmente vai adotar isso primeiro pela praticidade.

4. Serviços premium de mobilidade e cuidado físico

Fisioterapia aquática, osteopatia canina, hidratação de focinho profissional, sessões de enriquecimento individualizado. Os serviços pet estão se especializando como nunca. O que começou em grandes centros começa a aparecer em cidades médias, atraído por tutores que já não se contentam com banho e tosa.

Isso reflete uma mudança de mentalidade: o cão deixou de ser apenas companhia para ser um membro da família com necessidades de saúde física e mental. E quem oferece cuidar disso vai encontrar cliente.

5. Sustentabilidade que o tutor consegue tocar

Produtos biodegradáveis, rações com proteína alternativa, embalagens retornáveis e acessórios feitos de material reciclado. A sustentabilidade na PETSA 2026 não está no discurso, está no produto. O tutor brasileiro, especialmente nas capitais, está cada vez mais disposto a pagar um pouco mais por algo que não suje a próxima geração de cães.

O que isso muda para o seu doguinho?

A boa notícia é que a indústria está olhando para o cão como ser complexo. A má notícia é que mais opções exigem mais discernimento do tutor. Não é porque algo está na feira que o seu cão precisa. O Brigadeiro, meu vira-lata caramelo, não precisa de um comedouro conectado — ele precisa de rotina. A Mel já se beneficia de brinquedos de recompensa. Cada cão é um caso.

A PETSA é vitrine. A escolha do que entra na sua casa ainda é sua.

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Antes de comprar qualquer gadget pet de feira, pergunte: isso resolve um problema real do meu cão ou cria um problema novo? Tecnologia só vale quando diminui estresse, não quando aumenta complexidade.

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Escrito por

Fernanda Rocha

Médica Veterinária & Fundadora

Médica veterinária pela UFMG e tutora de dois catioros impossíveis. Criou o CatioroCurioso em 2021 para provar que ciência e amor pelos doguinhos andam juntos.

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