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PETSA 2026 abre em São Paulo: o que as novidades dizem sobre o futuro dos cães no Brasil

PETSA 2026 abre em São Paulo: o que as novidades dizem sobre o futuro dos cães no Brasil

Fernanda Rocha
Fernanda Rocha
· 3 min de leitura

Em resumo

Robôs de companhia, ração personalizada e telemedicina veterinária. A PETSA 2026 mostra para onde o mundo pet brasileiro está indo.

São Paulo recebe a PETSA 2026 e o que está em exposição vai muito além de ração em promoção. A feira virou vitrine do futuro do cuidado canino no Brasil: tecnologia, personalização, sustentabilidade e uma nova forma de entender a relação entre tutores e cães. Quem passa pelos corredores sai com uma certeza — o mercado pet nunca mais será o mesmo.

A feira virou laboratório de inovação

Nos últimos anos, a PETSA deixou de ser apenas um ponto de venda para se tornar espaço de lançamento. Startups de telemedicina veterinária, apps de bem-estar animal, comedouros inteligentes e coleiras com sensores biométricos usam o evento para testar o que o tutor brasileiro está disposto a adotar.

Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (ABINPET) mostrou que mais de 40% dos tutores brasileiros já usam alguma forma de tecnologia para monitorar ou cuidar dos pets. Esse número cresceu quase 15% em dois anos, impulsionado pela pandemia e pela cultura de conectividade.

As novidades que definem o futuro

Saúde conectada. Coleiras e coleiras GPS agora medem frequência cardíaca, sono, atividade e padrões de comportamento. O tutor recebe alertas no celular e leva o cão ao veterinário antes que o problema escale.

Nutrição sob medida. Rações formuladas por teste de DNA, alimentação natural congelada por assinatura e suplementos direcionados à idade, raça e condição de saúde. O prato do cão vira ciência de precisão.

Serviço em vez de posse. Day care, hotel, SPA, adestramento remoto e consultoria comportamental online. Cuidar de cachorro passou a incluir uma economia de serviços que o antecede e acompanha o produto.

Sustentabilidade como critério. Embalagens biodegradáveis, rações com proteína alternativa, areias e tapetes higiênicos de origem vegetal. O tutor brasileiro começa a perguntar não só o que é bom para o cão, mas também o que é bom para o planeta.

O que isso muda para o cão comum

Na prática, o futuro promete cuidado mais preventivo, personalizado e acessível a distância. Mas também traz riscos: informação demais sem interpretação veterinária pode gerar ansiedade no tutor e diagnósticos precipitados. Um sensor não substitui exame clínico. Um app não substitui relação.

O desafio é equilibrar tecnologia com toque humano. O cão precisa de quem olhe nos olhos dele, entenda a postura, sinta a temperatura e pergunte como ele está. Nenhum robô faz isso sozinho.

A visão da veterinária

Como profissional, eu adoro as inovações que melhoram a qualidade de vida. Mas fico atenta ao excesso de promessas. Nem todo cão precisa de ração premium. Nem todo cão precisa de monitoramento cardíaco. O futuro do cuidado canino não é ter mais produtos. É ter mais consciência do que cada cão realmente precisa.


A PETSA 2026 em São Paulo mostra que o Brasil está pronto para uma nova era do cuidado animal. O próximo passo é fazer com que esse futuro seja útil, ético e acessível — para o cão de apartamento e para o vira-lata da rua.

Leia também: PETSA 2026 começa amanhã: o que o boom do mercado pet revela sobre o tutor brasileiro

Fernanda recomenda

Tecnologia ajuda, mas não substitui olho clínico. Se um gadget promete diagnosticar doença sozinho, use-o como alerta — e confirme sempre com um médico veterinário.

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Escrito por

Fernanda Rocha

Médica Veterinária & Fundadora

Médica veterinária pela UFMG e tutora de dois catioros impossíveis. Criou o CatioroCurioso em 2021 para provar que ciência e amor pelos doguinhos andam juntos.

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