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Mercado pet no Brasil em 2026: por que tanta gente está gastando mais com bem-estar canino

Mercado pet no Brasil em 2026: por que tanta gente está gastando mais com bem-estar canino

Fernanda Rocha
Fernanda Rocha
· 3 min de leitura

Em resumo

O brasileiro mudou o jeito de cuidar do cachorro. Entenda os números por trás do boom do bem-estar animal e o que isso diz sobre você.

Você entra em qualquer pet shop e percebe que as prateleiras mudaram. Tem ração com ingredientes funcionais, caminha ortopédica, brinquedo de recompensa, suplemento para pelos, perfume canino e até plano de saúde pet. Não é modinha passageira. O brasileiro está gastando mais com cachorro do que nunca — e a palavra que explica esse movimento é bem-estar.

Os números do mercado pet brasileiro

O Instituto Pet Brasil projeta que o setor pet no Brasil movimente mais de R$ 72 bilhões em 2026. Dentro desse montante, as categorias de bem-estar — alimentação funcional, cuidados preventivos, serviços de saúde e enriquecimento ambiental — crescem acima da média geral.

A parcela de tutores que considera o cão membro da família já passa de 85%. E membros da família não ganham só ração. Ganham cuidado, atenção e, sim, produtos que prometem mais qualidade de vida. O mercado só está respondendo a uma mudança cultural que aconteceu primeiro na cabeça das pessoas.

Por que a gente gasta mais hoje

Três fatores explicam a maioria do aumento:

Urbanização e famílias menores — cães ocupam o espaço que antes era de filhos, sobrinhos ou netos. Menos gente em casa significa mais atenção e recursos direcionados para o pet.

Acesso à informação — tutores hoje sabem que cão entediado destrói móvel, que pelos opacos podem indicar deficiência nutricional, que ansiedade tem tratamento. Com informação vem a busca por soluções.

Humanização responsável — a gente não quer só cachorro bonito na foto. Quer cachorro saudável, equilibrado e confortável. Isso muda o tipo de produto que a gente compra.

O que está bombando de verdade

Alimentação funcional — rações com ômega, probióticos, ingredientes de origem sustentável.

Serviços de saúde e comportamento — fisioterapia, adestramento, consultoria comportamental.

Tecnologia de monitoramento — coleiras com GPS, comedouros programados, camas que monitoram sono.

Acessórios de conforto — camas ortopédicas, tapetes antiderrapantes, brinquedos cognitivos.

Higiene e estética de bem-estar — shampoos dermatológicos, hidratação de focinho, cuidado com garras e ouvidos.

O lado que a indústria não conta

Com mais oferta vem mais marketing. Nem todo produto premium é necessário. Nem todo suplemento melhora a saúde do seu cão. A palavra “bem-estar” vende, e algumas empresas usam isso para justificar preços altos sem comprovação real.

A Mel, minha golden, não precisa de metade do que o Instagram tenta vender. Ela precisa de ração de qualidade, passeio, brinquedo de recompensa e uma cama boa. O resto é capricho meu, não necessidade dela.

O que o boom diz sobre nós

O mercado pet cresce porque a relação entre humanos e cães mudou. Cachorro deixou de ser guarda e virou família. Família merece cuidado. E o brasileiro, cada vez mais, está disposto a investir nisso.

O desafio é separar o que é investimento de verdade do que é só encanto de prateleira. Seu cão agradece quando você escolhe com critério.

Leia também: PETSA 2026: 5 tendências do mercado pet que devem chegar primeiro à rotina dos cães

Fernanda recomenda

Antes de entrar na onda do bem-estar pet com produtos caros, observe o que realmente melhora a rotina do seu cão. Às vezes o melhor investimento é tempo: passeio regular, descanso de qualidade e presença calma.

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Escrito por

Fernanda Rocha

Médica Veterinária & Fundadora

Médica veterinária pela UFMG e tutora de dois catioros impossíveis. Criou o CatioroCurioso em 2021 para provar que ciência e amor pelos doguinhos andam juntos.

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