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Cachorro recebendo vacina em consulta veterinária com a tutora ao lado

Como cachorro pega raiva e por que a vacina continua indispensável

Redação CatioroCurioso
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· 3 min de leitura

Em resumo

A raiva urbana caiu muito no Brasil, mas o vírus continua circulando em animais silvestres. Entenda a transmissão e por que vacinar ainda importa.

Aviso importante

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta com médico veterinário. Se o seu cão apresenta dor, febre, intoxicação, vômitos persistentes, apatia ou precisa de medicação, procure atendimento veterinário.

A raiva ficou rara em muitas cidades brasileiras graças à vacinação e à vigilância. O vírus, porém, continua circulando em mamíferos silvestres, inclusive morcegos.

O vírus ainda existe

A raiva é causada por vírus do gênero Lyssavirus e afeta mamíferos.

A transmissão acontece principalmente pela saliva de um animal infectado, especialmente por mordidas. Arranhaduras ou contato de saliva com mucosas e feridas também podem representar exposição.

No Brasil, as variantes clássicas associadas ao ciclo urbano em cães foram fortemente controladas.

Mas isso não significa que todo risco acabou.

O Ministério da Saúde destaca a circulação de variantes silvestres, especialmente ligadas a morcegos e outros mamíferos.

Um cachorro pode pegar raiva de um morcego

Esse é um ponto que muitos tutores não consideram.

Um morcego caído no quintal parece pequeno e inofensivo. O cão se aproxima, cheira, pega com a boca ou leva uma mordida.

Pronto: existe uma exposição potencial.

Não é necessário morar em área rural.

Morcegos também circulam em cidades.

Por isso, não manipule morcegos encontrados no chão e não deixe o cão brincar com animais silvestres.

O Brasil melhorou muito, mas não zerou o problema

Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados em junho de 2026, a cobertura vacinal nacional registrada na campanha antirrábica de cães e gatos em 2025 foi de 78%.

O órgão também informa que casos de raiva em cães continuam ocorrendo, hoje frequentemente ligados a variantes de animais silvestres.

Esse é o tipo de número que muda a percepção.

A doença ficou rara em muitas áreas porque existe vigilância, vacinação e resposta a focos.

Raro não é igual a extinto.

Por que a vacina continua importante

A vacina protege o animal e reduz a possibilidade de transmissão para pessoas.

O Ministério da Saúde afirma que a vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais.

Calendários e campanhas podem variar conforme estado, município, situação epidemiológica e orientação veterinária.

O tutor deve manter o esquema recomendado para o animal e acompanhar campanhas locais.

Se você costuma revisar a carteira apenas quando viaja, veja por que a vacinação merece entrar na rotina preventiva.

Meu cachorro foi mordido. O que faço?

Se o agressor é outro cão conhecido, um animal sem tutor, morcego ou mamífero silvestre, procure orientação imediatamente.

Não tente capturar um animal silvestre com as mãos.

O veterinário vai considerar o histórico vacinal do cachorro, tipo de contato e situação epidemiológica para orientar a conduta.

Quando existe exposição humana — mordida, arranhadura ou saliva em ferida/mucosa — a pessoa deve lavar a região com água e sabão e procurar atendimento de saúde o quanto antes.

A profilaxia humana é uma urgência de saúde pública porque, depois que sintomas clínicos da raiva aparecem, a doença é quase sempre fatal.

Vacinar um animal saudável é muito menos dramático

A raiva é um exemplo de prevenção funcionando tão bem que quase apaga a memória do problema original.

Mas a natureza continua mantendo reservatórios do vírus.

O cachorro não entende epidemiologia.

Ele só investiga o quintal, fareja um animal diferente e reage por curiosidade.

Cabe ao O tutor colocar a barreira antes da exposição.

Vacinação em dia reduz o risco para o cão e para as pessoas ao redor. Se houver contato com morcego ou outro mamífero suspeito, procure orientação imediatamente.

Leia também: O que observar antes de levar seu cachorro a creches, parques e ambientes com outros cães

Fontes e referências

Nota editorial

Se seu cão teve contato com morcego ou outro mamífero silvestre, não espere aparecer sintoma. Evite manipular o animal suspeito e procure orientação veterinária e do serviço de saúde local.

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