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Cachorro em dia frio e seco: o sinal nas patas e no nariz que muita gente ignora

Cachorro em dia frio e seco: o sinal nas patas e no nariz que muita gente ignora

Fernanda Rocha
Fernanda Rocha
· 3 min de leitura · Revisão veterinária: Fernanda Rocha

Em resumo

Falta de umidade no ar afeta mais do que a pele humana. A veterinária explica como o frio seco resseca patas, nariz e até o comportamento do cão.

Aviso importante

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta com médico veterinário. Se o seu cão apresenta dor, febre, intoxicação, vômitos persistentes, apatia ou precisa de medicação, procure atendimento veterinário.

O inverno brasileiro não é só frio. Em muitas regiões, é frio seco. O ar perde umidade, a pele fica ressecada e o cão sente isso também — só que ele não pode pedir hidratante. As primeiras vítimas do frio seco são as patas e o nariz. E muitos tutores só percebem quando já está rachado ou dolorido.

Por que o frio seco resseca tanto

A pele do cão é mais fina nas almofadas digitais e no focinho. Essas regiões não têm pelos para proteger e dependem da hidratação natural e da secreção de glândulas especializadas. Quando a umidade relativa do ar cai abaixo de 40% por dias seguidos, a pele perde água mais rápido do que consegue repor.

O resultado: patas ásperas, nariz ressecado, rachaduras pequenas e, em casos extremos, sangramento. Cães idosos, de pelo curto e com problemas endócrinos sofrem mais.

Pesquisas veterinárias da Universidade de Brasília sobre dermatologia canina indicam que ambientes com baixa umidade aumentam a incidência de dermatites de contato e fissuras nas almofadas digitais, especialmente em cães que passeiam em calçadas quentes ou em piso frio e seco alternadamente.

Os sinais que você precisa observar

Patas: cão que lambe as patas constantemente, manchas mais claras nas almofadas, rachaduras visíveis, dificuldade para andar em piso liso ou recusa em sair. Às vezes o cão levanta a pata enquanto caminha sem motivo aparente.

Nariz: focinho áspero, crostas, mudança de cor, rachaduras na parte superior. Um nariz seco nem sempre é problema, mas se estiver rachado ou sangrando, merece atenção.

Comportamento: cão mais quieto, recusa de passeio, coceira intensa ou lambedura excessiva. O desconforto físico se traduz em apatia ou irritação.

Como proteger no dia a dia

Hidrate as patas. Use cera específica para almofadas digitais ou vaselina pura. Aplique antes de sair no frio seco e, se necessário, reaplique à noite.

Evite piso extremo. Calçada gelada ou muito seca agride. Escolha horários menos frios para passeios mais longos.

Umidifique o ambiente. Umidificadores em casa ajudam não só o tutor, mas também a pele e as vias respiratórias do cão.

Ofereça água em quantidade. Cães bebem menos no frio, mas precisam de hidratação para manter a pele saudável.

Não arranque crostas. Se o nariz ou as patas estiverem rachados, hidrate e consulte o veterinário. Arrancar pode causar feridas e infecção.

O Brigadeiro, meu vira-lata caramelo, tem almofadas claras que ressecam rápido no inverno. Eu passo cera três vezes por semana e reduzo o passeio nos dias de vento seco. Parece pouco, mas evita dor e gasto com veterinário depois.


Frio seco não é só desconforto estético. Para o cão, pode virar dor nas patas, rachaduras no nariz e baixa qualidade de vida. Com hidratação simples e atenção diária, seu doguinho passa o inverno confortável de verdade.

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Fernanda recomenda

Aplique uma fina camada de cera hidratante para almofadas digitais ou vaselina pura nas patas antes do passeio no frio seco. Após a volta, limpe com pano úmido e reaplique se necessário.

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Foto de Fernanda Rocha

Escrito por

Fernanda Rocha

Médica Veterinária & Fundadora

Médica veterinária pela UFMG e tutora de dois catioros impossíveis. Criou o CatioroCurioso em 2021 para provar que ciência e amor pelos doguinhos andam juntos.

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