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Tutora marcando o tempo no celular enquanto mantém espaço seguro ao redor de um cachorro em crise convulsiva

Crise convulsiva em cães: o que fazer enquanto o relógio parece parar

Redação CatioroCurioso
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· 3 min de leitura

Em resumo

Durante uma convulsão, afaste objetos, marque o tempo e não coloque a mão na boca do cão. Veja quando a duração ou repetição vira emergência.

Aviso importante

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta com médico veterinário. Se o seu cão apresenta dor, febre, intoxicação, vômitos persistentes, apatia ou precisa de medicação, procure atendimento veterinário.

Se o cachorro começa a convulsionar, afaste objetos e marque o tempo. Não tente abrir a boca nem segurar o corpo à força.

Por isso, a primeira ferramenta não é um remédio.

É o cronômetro.

Durante a crise, proteja o espaço

Afaste cadeiras, mesas, objetos pontiagudos e outros animais.

Se o cachorro está perto de escada ou piscina, impeça que role para a área de risco sem colocar seu corpo perto da boca.

Reduza luz e barulho quando possível.

Não tente segurá-lo com força.

E não coloque mão, colher, pano ou qualquer objeto na boca.

Cães não “engolem a língua” durante uma convulsão.

Já uma mordida involuntária pode causar lesão séria em quem tenta abrir a boca.

Marque o tempo de verdade

Uma crise com mais de cinco minutos é emergência. Crises repetidas sem recuperação adequada entre elas também exigem atendimento imediato.

Isso é emergência.

Crises em sequência também merecem atenção rápida mesmo quando cada uma dura menos.

Quanto mais tempo o cérebro e o corpo permanecem em atividade convulsiva, maior o risco de complicações.

Por isso a duração não deve ser estimada “no susto”.

Use o relógio.

Filme se for seguro

Um vídeo pode ajudar muito o veterinário a diferenciar convulsão de desmaio, tremor, distúrbio de movimento ou outro evento neurológico.

Mas só filme depois de deixar o ambiente seguro.

Não aproxime o rosto.

Não mova o animal apenas para obter uma gravação melhor.

O que acontece depois pode assustar também

Após a crise, alguns cães entram no período pós-ictal.

Podem ficar desorientados, andar sem direção, parecer temporariamente cegos, ter muita fome, sede ou ansiedade.

Esse estado pode durar minutos ou mais.

Mantenha o ambiente calmo e evite acesso a escadas.

O cão pode não reconhecer pessoas imediatamente e reagir de forma inesperada.

Uma primeira convulsão precisa de avaliação

Convulsão não é sinônimo automático de epilepsia.

Alterações metabólicas, intoxicações, doenças hepáticas, problemas neurológicos e outras causas podem provocar crises.

Idade de início, exame neurológico, histórico, exames de sangue e, em alguns casos, exames de imagem ajudam a investigação.

Leve informação sobre medicamentos, possíveis toxinas e alimentos acessíveis.

Nossa lista de comidas humanas perigosas para cães ajuda a identificar algumas exposições comuns.

Quando sair direto para a emergência

Procure atendimento imediato se:

  • a crise passa de cinco minutos;
  • novas crises acontecem sem recuperação adequada;
  • várias crises ocorrem em curto intervalo;
  • o cão não volta progressivamente ao estado habitual;
  • existe suspeita de intoxicação;
  • houve trauma;
  • há dificuldade respiratória ou temperatura corporal muito elevada.

Se o veterinário já forneceu um plano de resgate para um cão diagnosticado, siga exatamente as instruções prescritas.

Não improvise doses de medicações humanas.

O relógio devolve um pouco de controle

Durante uma convulsão, o tutor sente que precisa “fazer alguma coisa” com as mãos.

Na maioria das vezes, a melhor ação é mais simples:

proteger,

marcar o tempo,

observar,

registrar,

e saber quando partir para a emergência.

Seu cachorro não precisa que você tente parar a crise à força.

Precisa que você mantenha o ambiente seguro enquanto o relógio responde à pergunta mais importante: quanto tempo isso está durando?

Leia também: Cachorro vomitando: sinais que mudam a urgência

Fontes e referências

Nota editorial

Abra o cronômetro do celular assim que perceber a crise. A sensação de tempo durante uma convulsão é muito distorcida, e saber se foram 60 segundos ou 6 minutos muda a urgência.

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Redação CatioroCurioso

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